Como ser um designer instrucional que faz a diferença em 2022

Tudo o que você precisa para se destacar em 2022 como Designer Instrucional e se tornar um profissional indispensável.

Fazer mais do mesmo não é o caminho para quem quer ser um Designer Instrucional Indispensável no mercado corporativo. Por isso, neste artigo, você vai conhecer 7 dicas para que, em 2022, você seja um profissional que faz a diferença.

Se você está lendo esse artigo, provavelmente, já sabe quem é e o que faz o Designer Instrucional, certo?

Recapitulando, o papel do DI é facilitar a aprendizagem e, como em toda profissão, ser bom na sua função principal não é o único fator necessário para se destacar, mas calma que isso vai ficar mais claro nos pontos a seguir.

Vamos às dicas!

#1 – Adote um Posicionamento Estratégico

Você precisa se posicionar de forma estratégica, ou seja, deixar de ser um profissional 100% executor, que só “anota pedidos de treinamento” e não entende o que está por trás daquela demanda.

Todo mundo já deve ter passado por uma situação como essa, não é mesmo? Mas por que isso acontece, afinal?

Em partes pela falta de tempo e/ou conhecimento do cliente sobre o nosso papel, mas também porque nós não enxergamos as brechas que existem até nos projetos com prazo mais apertado.

“E como eu faço isso, Soani?”

Para encontrar essas oportunidades, você precisa:

  1. Adotar a máxima “Mais qualidade, menos quantidade”.
    Por exemplo, se um conteudista te diz que o aluno precisa aprender “tudo” sobre um assunto, seu papel é lembrá-lo de que um curso que fala sobre tudo pode tirar o foco do que é essencial para que um funcionário execute sua função.

    A partir disso, você pode sugerir uma abordagem mais específica, caso entenda que faz mais sentido para o contexto do aluno;
  1. Mapeamento das necessidades e do contexto do aluno.
    Falando em contexto, entender as necessidades e o contexto do aluno é essencial para que você consiga ter uma postura consultiva, visando o resultado do projeto.

    No exemplo anterior, conhecer o contexto tornpu possível a sugestão de uma nova abordagem para aquele conteúdo;
  1. LNT com foco no objetivo de desempenho.
    Assim como conhecer o aluno é primordial, conhecer as necessidades do negócio é imprescindível para quem quer atuar de forma estratégica.

    Isso significa que você conseguirá fazer um Levantamento de Necessidade de Treinamento mais eficaz e alinhado com os objetivos da organização.

#2 – Tenha um processo para chamar de seu

O mundo está cada vez mais acelerado, o que traz a sensação de que os processos nos engessam e torna os atalhos tentadores.

Se você é do tipo que gosta de fugir dos processos, preciso te dizer que até para pegar atalhos eficazes na execução dos projetos de treinamento, você precisa dominar os processos de Design Instrucional (pelo menos um deles).

Ter um processo para chamar de seu é libertador.

#3 – Produza Cursos Objetivos e Curtos

Você está disputando a atenção das pessoas o tempo todo, então não adianta construir cursos longos sem antes observar e entender os desafios do cotidiano do seu aluno.

Imagine que seu público-alvo são executivos de vendas que passam a maior parte do tempo na rua ou em reuniões com clientes, faria sentido criar um treinamento de mais de uma hora que só funciona no desktop? Não, certo?

Cada vez mais, precisamos pensar em soluções de aprendizagem menos lineares e mais pontuais.

#4 – Implemente Inteligência Artificial

A Inteligência Artificial está aí para facilitar e muito nosso trabalho. Se você ainda não a utilizou, minha recomendação é: comece já!

Explore a vastidão de possibilidades que a tecnologia tem para enriquecer seus projetos de e-learning. Veja alguns exemplos:

  • Chatbots
  • Geração de conteúdo
  • Mecanismos de educação adaptativa
  • Análise de dados
  • LxP

Inclusive, entrevistei o Rangel Torrezan, CEO da Keeps, sobre como podemos utilizar a Inteligência Artificial a serviço do Design Instrucional. Se ainda não viu, clique aqui e confira a conversa na íntegra lá no meu canal do Youtube.

#5 – Lembre-se: Treinamento não é fim, é meio

Já ouviu a frase “O treinamento começa quando acaba”? Quantas vezes você assistiu a uma aula e pensou: “Ok, entendi!”, mas quando foi colocar aquilo em prática surgiu uma tonelada de dúvidas?

Pois é, isso também vai acontecer com seu aluno e você precisa ter isso em mente ao desenvolver seu curso, ou seja, construa recursos de apoio que facilitem a aplicação do conhecimento adquirido e pense na experiência de aprendizagem antes, durante e depois do curso.

#6 – Aplique a Andragogia

Como estamos falando de treinamentos corporativos, não podemos deixar de falar sobre isso: precisamos levar mais a sério a Andragogia desde já.

Isso significa que ao desenvolver uma solução de aprendizagem é fundamental considerar os Princípios da Aprendizagem de Adultos (Knowles), por isso, considere:

  1. A Necessidade do Saber, ou seja, elimine a Convocação de Treinamento. Explique o porquê é importante que o aluno aprenda sobre aquele tema;

  2. A Experiência anterior do aluno.
    Estimule o compartilhamento de experiências;

  3. Orientação para a aprendizagem que resolve problemas.
    Seu curso deve ir direto ao ponto!

  4. O Autoconceito do aluno e a maturidade para a aprendizagem.
    Um aluno adulto não aceita qualquer argumento, você precisa trazer informações bem embasadas;

  5. Prontidão para aprender e se desenvolver.
    Sabendo o porquê ele precisa conhecer um assunto, o adulto se dispõe a aprender e você precisa explorar isso em seus treinamentos;

  6. Motivação para aprender (fatores externos  ou pessoais)
    Aumento de salário, promoções, objetivos pessoais… Tudo isso afeta a motivação do aluno.

#7 – Teste Diferentes formatos

Como falei no começo, um Designer Instrucional diferenciado não se contenta com mais do mesmo, por isso, sua busca por aplicar diferentes formatos e estratégias precisa ser constante.

Recentemente, postei um artigo recomendando Formatos e Estratégias para Fugir do Óbvio. Vale a pena conferir!

BÔNUS: Aprendizagem Incessante

A busca pela melhoria contínua das habilidades técnicas e comportamentais precisa estar enraizada no Designer Instrucional.

As pessoas, o mercado e as tecnologias mudam muito rápido e não dá para ficar estagnado no que aprendemos na pós-graduação ou em qualquer outro curso. Nós precisamos renovar nossos conhecimentos constantemente.

Como você pode se manter atualizado? Siga o conteúdo de pessoas que são referência e estão no “campo de batalha” do Design Instrucional, leia bastante e não só sobre isso, converse constantemente com outros profissionais da área.

Além disso, você também pode fazer parte da Comunidade DI em Ação, um espaço com conteúdos vivos, atualizados, práticos e que te coloca em contato com outras pessoas da área.

Ficou interessado? Clique aqui e descubra tudo o que você terá acesso ao se tornar um membro.

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