Designer Instrucional: 12 perguntas frequentes no início da carreira

O Design Instrucional é um tema que ainda gera muitas dúvidas, principalmente quando você está no começo da carreira como DI.

Para te ajudar a esclarecê-las, reuni neste artigo respostas para as 12 perguntas que eu mais recebo nas minhas redes sociais, nas pesquisas que faço e nos encontros com os membros da Comunidade DI em Ação.

Se você está pensando em ser Designer Instrucional ou começou recentemente na área, com certeza, já deve ter ficado com alguma dessas dúvidas na cabeça, então fica comigo e vem descobrir as respostas.

Qual competência o Designer Instrucional deve obrigatoriamente desenvolver?

Existem diversas competências técnicas e comportamentais que o Designer Instrucional precisa desenvolver, mas a Comunicação é, sem dúvidas, uma das mais importantes.

Uma das principais atividades do DI é a elaboração de roteiros. Isso significa que você precisa escrever bem e saber utilizar recursos visuais para complementar o que deseja transmitir.

Além disso, se você é quem define a estratégia de aprendizagem para uma solução, é imprescindível que saiba apresentar e argumentar (comunicação oral) sobre suas escolhas.

Qual é o conselho de ouro para quem está começando?

Quando começamos em qualquer área, em geral, não temos experiência prática sobre o tema.

 Então, nesse momento, você precisa abraçar sua vulnerabilidade e ter clareza do que você sabe e do que não sabe.

Ter disposição e disponibilidade também são essenciais para começar bem. Você precisa estar disposta e disponível para aprender com outras pessoas e viver essa experiência.

Como você (Soani) fez para ser reconhecida no mercado?

Eu nunca busquei “ser reconhecida no mercado”, ou seja, isso aconteceu naturalmente para mim, por conta de 2 coisas: a construção de bons relacionamentos e o desejo de compartilhar conhecimento.

Claro que algumas características minhas favoreceram ambos —  quem já assistiu a uma aula aberta, sabe como gosto de conversar e transmitir todo meu conhecimento sobre Design Instrucional.

É impossível ser reconhecido vivendo numa bolha. Então, antes de mais nada, faça uma autoavaliação e identifique como você pode utilizar suas características para criar relacionamentos e estar à disposição do outro.

Como fazer um curso interessante com prazos curtos e pouco dinheiro?

Todo DI já passou ou vai passar por essa situação. O primeiro passo para atender a esse tipo de demanda é lembrar e aceitar que você não é um super-herói, tá bom?

A máxima aqui é “Milagres? Não operamos”. O bom DI sempre vai alinhar as expectativas com o cliente e fazer o melhor com os recursos disponíveis.

Uma boa alternativa é criar uma pasta com referências de projetos e organizá-los de acordo com a complexidade, o prazo e o orçamento disponível. Assim, você pode apresentá-la ao cliente para alinhar as expectativas e negociar o prazo (quando possível).

Quais são as melhores ferramentas para iniciantes?

Já falei algumas vezes sobre isso nas aulas abertas e no Instagram, não existem melhores ferramentas do mercado, mas melhores ferramentas para seu contexto.

De todo modo, se estivermos falando sobre ferramentas para elaboração de roteiro, tendo o PowerPoint instalado, você já consegue fazer muita coisa.

Aliás, com o PowerPoint, é possível até desenvolver uma solução de aprendizagem.

Uma outra recomendação, é o Genial.ly, que pode ser utilizada como ferramenta de autoria e até para elaboração de storyboards.

Como faço para iniciar na área de design instrucional mesmo sem experiência?

De fato, a maioria das vagas requerem experiência, mesmo quando pedem por um DI Júnior.

Como fazer, então? A primeira coisa é estudar sobre e dominar o conceito de Design Instrucional.

Depois disso, você vai desenvolver projetos fictícios sobre um tema que você já conheça ou sobre um livro técnico, por exemplo

A ideia é que você possa demonstrar a aplicação do Design Instrucional, ou seja, você vai reunir esses projetos em um portfólio.

Qual é a diferença entre Treinamento, T&D e Universidade Corporativa?

O “Treinamento” atua apenas em ações pontuais, como quando surge um problema na organização e a área é acionada para solucioná-lo.

Quando falamos “Treinamento e Desenvolvimento (T&D)”, estamos falando de um departamento que é acionado para resolver problemas, mas também desenvolve os colaboradores para cenários futuros.

Enquanto que a Educação/Universidade Corporativa, ela treina e desenvolve os colaboradores e tem um alinhamento mais assertivo com a estratégia do negócio.

Em outras palavras, na Universidade Corporativa, há planos de carreira, competências a serem desenvolvidas e como desenvolvê-las.

Além disso, há também uma preocupação com o entorno da organização, ou seja, ela olha também para a sociedade.

Como engajar/motivar os colaboradores a buscarem conhecimento?

Lembre-se de que você também é aprendiz (todos nós somos) e se pergunte: “o que me motiva a buscar conhecimento?”.

Provavelmente, suas respostas estão próximas de: “desafios”, “necessidade”, “reconhecimento no trabalho”, entre outras coisas, certo?

Esse exercício de empatia é o primeiro passo para motivar os alunos/colaboradores.

Se coloque no lugar do seu público-alvo, descubra quais são seus problemas e suas dores. Aplique os conceitos da andragogia, ou seja, explique o porquê é importante que ele aprenda aquilo.

Como empreender no Design Instrucional?

Existem algumas possibilidades para quem quer empreender: 1. Atuar como consultor de treinamento; 2. Produzir roteiros e/ou desenvolver cursos para empresas; 3. Desenhar/Estruturar cursos para infoprodutores.

Para decidir em qual desses campos empreender, vale entender de que forma você melhor ajudaria seus potenciais clientes.

“Mas como eu consigo clientes, Soani?”

A primeira coisa é ter um portfólio de cursos para apresentar ao cliente, afinal de contas, você é contratado pela sua experiência.

Depois disso, você precisa prospectar os clientes. Aqui, sugiro que você comece com áreas com as quais você se identifica.

Busque autores de livros técnicos e ofereça seus serviços para transformar aquele livre em um curso, fique de olho nas redes sociais de empresas que você admira e veja como você pode ajudá-los.

Você também pode utilizar plataformas como a Hotmart e a Eduzz para encontrar infoprodutores, e sites como o Workana e o 99freelas para encontrar oportunidades como freelancer.

O Designer Instrucional é responsável pelo conteúdo teórico?

A não ser que ele seja especialista no tema abordado, não. O Designer Instrucional não é responsável pelo conteúdo teórico.

Apenas o conteudista pode ser o responsável pelo conteúdo teórico, porque é ele quem domina o assunto.

Quem cria treinamentos já pode ser considerado Designer Instrucional mesmo sem ter estudado?

Design Instrucional é um método e para aplicá-lo é inevitável que você o estude.

Isso significa que não basta criar treinamentos para ser um Designer Instrucional, assim como não basta apenas estudar. Você precisa fazer ambos, estudar e aplicar os processo de DI.

Por onde começar no Design Instrucional?

Cada um tem uma trajetória e ela pode influenciar o modo como você vai ingressar no mercado.

Seja como for, o mais comum é que se inicie como Designer Instrucional Júnior, cargo de entrada na profissão.

Na maior parte das empresas, a principal atribuição do DI Júnior é a elaboração de roteiros. Então, a minha recomendação é que você busque fábricas de conteúdo para começar — como a SOU Educação, a Mobiliza, a Affero Lab, etc.

Foi assim que eu comecei quando fiz minha transição de carreira há mais de 13 anos. E isso me permitiu focar e aprender o processo de Design Instrucional por etapas.

E você? Está começando agora no Design Instrucional ou já estuda há um tempo e está buscando formas de ingressar no mercado?

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