Processos de Design Instrucional: O que são e como podem te ajudar?

Conheça os 3 principais processos de Design Instrucional do mercado e escolha o que mais faz sentido para você. Ter um processo é essencial para uma atuação eficaz como DI.

Antes de continuarmos, é importante que você entenda o que são processos de Design Instrucional e o porquê ter um é fundamental para sua atuação como designer instrucional.

Quando falamos sobre processos, estamos nos referindo às metodologias aplicadas para o desenvolvimento de treinamentos.

Na prática, isso significa definir quais são as etapas necessárias para que um projeto aconteça de maneira efetiva.

Existem várias decisões que você, como designer instrucional, precisa tomar e é o processo que vai te orientar nesses momentos.

Isso porque, sabendo em que etapa o projeto está e o que precisa ser feito, você se sente mais seguro em seus argumentos e decisões.

Um parênteses: Saber o próximo passo não significa que você terá a resposta para tudo. Então não tenha medo de fazer perguntas, ok?

Se você sente que precisa saber de tudo, por favor, liberte-se! Ninguém sabe de tudo. Você não tem todas as respostas, assim como seu cliente não tem, e está tudo bem.

Você pode e vai ter dúvidas… não esclarecê-las é uma das principais fontes de insegurança em qualquer profissão.

Dito isso, vamos aos processos de design instrucional. Neste artigo, vamos abordar brevemente os 3 mais conhecidos e utilizados no mundo:

  1. Modelo ADDIE
  2. 6D’s
  3. SAM Model

Independente de qual você utiliza, o segredo para uma atuação de excelência é confiar no seu processo.

#1 – Modelo ADDIE: O mais utilizado no Mundo

Se você me acompanha há um tempo, sabe que esse é meu favorito.

O Modelo ADDIE foi desenvolvido na Segunda Guerra Mundial pelo exército norte-americano, com ajuda de pedagogos e psicólogos, para treinar soldados de diferentes localidades a manusear armas (entre outras coisas).

ADDIE é um acrônimo que representa as 5 fases do modelo:

  1. Análise: Na primeira fase, você coleta todas as informações necessárias (objetivo de desempenho, contexto,  público, conteúdo, etc.). O final dessa etapa é marcado pela aprovação da “Proposta de Solução de Treinamento”.
  2. Design: Com todas as informações em mãos, você já pode começar a desenhar a solução, ou seja, a fazer o roteiro/storyboard do curso e a avaliação de conhecimento. Assim que ambos estiverem validados, você pode iniciar a etapa três.
  3. Desenvolvimento: É aqui que a solução desenhada será desenvolvida, seja por meio de uma ferramenta de autoria, seja por um fornecedor externo. Assim que seu e-learning estiver pronto e validado, você pode seguir para a quarta fase.
  4. Implementação: Essa é a fase em que a solução desenvolvida será implementada e testada na plataforma de aprendizagem da empresa. Se estiver tudo certo, ela já poderá ser disponibilizada aos alunos.
  5. Avaliação (Evaluation): Existem 2 tipos de avaliação que acontecem durante a aplicação do Modelo ADDIE.

    A primeira é a interna, ou seja, acontece entre as fases (a validação no final delas).

    Já a segunda, é a avaliação de resultados, ou seja, ela verifica se a solução atingiu os objetivos esperados —  para isso,  é preciso esperar algum tempo depois da implementação.

Para se aprofundar no Modelo ADDIE, leia o artigo “ADDIE: O modelo de Design Instrucional mais utilizado no mundo”.

#2 – Metodologia 6D’s

O foco da metodologia 6D’s é o impacto nos resultados do negócio e a transferência do aprendizado. Na prática, ela é aplicada em 6 etapas:

  1.  Determinar os resultados para o negócio: Defina os objetivos de desempenho, ou seja, quais são os indicadores a serem impactados, em qual ponto o público-alvo está e aonde ele deve chegar depois de fazer o treinamento, etc.
  2. Desenhar a experiência completa: Aqui, não se limite ao desenho da solução. Você precisa pensar na experiência completa de aprendizagem, ou seja: a comunicação do projeto, o convite/a inscrição, a preparação, o curso, a prática com apoio e o alcance dos resultados determinados.
  3. Direcionar a aplicação: Selecione o conteúdo, a abordagem que será utilizada, a tecnologia e as estratégias de apoio.
  4. Definir a Transferência de Aprendizado: Defina ações pós-treinamento para garantir a transferência de aprendizado, uma das maiores preocupações na filosofia 6D’s.
  5. Dar apoio à performance: Designar quais serão os materiais de apoio à performance, por exemplo:  ebooks, checklists, infográficos ou formulários que ajudem no desenvolvimento de uma tarefa.
  6. Documentar os resultados: Avalie os resultados alcançados a partir da experiência desenvolvida.

Para se aprofundar, recomendo a leitura do livro “6D’s: As Seis Disciplinas que Transformam a Educação em Resultado para o Negócio”.

#3 – SAM Model

Pouco utilizado no Brasil, o SAM Model é um modelo mais ágil e bastante parecido com o Design Thinking.

A aplicação dele acontece em um ciclo de 3 fases, em que precisamos convergir e divergir o tempo todo:

  1. Preparação: é uma reunião de briefing com todos os envolvidos no projeto e com representantes do público que será treinado —  para validar se a demanda trazida pelo gestor está alinhada com as necessidades dos alunos.
  2. Design Iterativo: essa é a fase de planejamento e prototipação do projeto. Durante a reunião, o designer instrucional vai montando algumas telas e, ao mesmo tempo, validando estratégias, personagens, etc.
  3. Desenvolvimento Iterativo: Quando o protótipo ganha corpo e está validado, o treinamento pode então ser desenvolvido.

Assim como o 6D’s, o SAM Model é aprofundado e explicado em um livro chamado “Leaving ADDIE for SAM: An Agile Model for Developing the Best Learning Experiences”.

Você pode utilizar um desses modelos ou pode escolher partes de cada um deles e construir o seu próprio. O essencial é que você tenha um processo para chamar de seu.

A partir disso, você consegue saber onde está e qual é o próximo passo, além de entender o porquê cada informação é necessária. Assim, você se sente mais seguro nas suas abordagens e argumenta melhor suas escolhas.

Espero que você tenha gostado do artigo.

Compartilhe esse conteúdo com aquela pessoa que precisa conhecer mais sobre processos de Design Instrucional.

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