Reflexão

Atitudes positivas para enfrentar o momento em que vivemos

Soani Vargas
Escrito por Soani Vargas em 29 de maio de 2020

Talvez o e-learning já estivesse no seu planejamento como modalidade de treinamento para sua empresa, talvez não… o fato é que a pandemia pela qual estamos passando nesse início de 2020 voltou os olhos de todas as empresas para o digital.

Não estou dizendo que a partir de agora tudo será online, absolutamente não. Mas acredito que o nosso olhar voltou-se, como nunca antes, para a busca de alternativas digitais para tudo o que fazemos, desde reuniões one-to-one a eventos como os da ATD, que recebe gente do mundo inteiro.

Seja como for, todos vamos concordar em um ponto: após esse período de isolamento, não voltaremos ao normal, vamos estabelecer um novo normal.

E, em termos de treinamento e desenvolvimento, você provavelmente deve criar e/ou migrar algumas de suas ações para o ambiente online.

Entretanto, não posso fechar os olhos para o fato de que há, ainda, alguma resistência ao e-learning. Por diversos fatores: uso indiscriminado, vislumbre do “baixo custo” e os cursos acadêmicos à distância nem sempre são bons exemplos ao usarem a fórmula leia-o-pdf-e-comente-no-fórum.

E, a julgar pelo plano emergencial adotado nas escolas e em algumas organizações, é possível que a primeira experiência de alguns não tenha sido muito convidativa para novas construções.

Fonte: Freepik

Por isso, no post de hoje, quero compartilhar com você algumas perspectivas e atitudes que você pode adotar agora para encarar esse cenário que, muito possivelmente, vai se configurar.

Educação sem distância

Nunca se falou tanto em EAD como agora, mesmo por aqueles que torciam o nariz para a educação à distância precisou saber um pouco mais sobre ela para implementar algumas ações em tempos de isolamento social.

Quero apresentar a você, caso não conheça, a expressão Educação sem distância, termo cunhado pelo Prof. Romero Tori e título de seu livro. Aliás, talvez nesses dias de isolamento isso tenha ficado muito claro para você: estamos conectados o tempo todo, fazendo reuniões com parceiros de várias regiões… por aqui, por exemplo, está mais fácil me reunir com clientes em Brasília e Minas Gerais do que ir até a casa de meu pai, que fica a 800m da minha.

Sendo assim, sugiro que você assuma essa abordagem ao implementar essa modalidade de ensino e transmitir isso aos colaboradores de sua organização. Assuma o papel de evangelista da Educação sem Distância, que aproxima e permite experiências colaborativas também.

Isso não quer dizer que o online vai substituir o presencial por completo na pós-pandemia, essa não deveria ser a intenção… apenas quer dizer que enxergamos com bons olhos as oportunidades que se colocam à nossa frente e que fazemos o melhor com o que temos, no momento em que vivemos, ao invés de lamentar e paralisar.

Oportunidade de visibilidade

Quero muito chamar a atenção, em especial, de quem já atua no treinamento online. Não foram poucas as vezes em que ouvi lamentações do tipo “meu trabalho não é reconhecido”, “pedem curso online como se fosse pastel” e por aí vai…

Acredito fortemente que esse é O momento de mostrar o valor, a relevância e o quão estratégico pode ser o treinamento online para as empresas. Seja em questões relacionadas à otimização de recursos, abrangência geográfica ou promoção de experiências de aprendizagem diferenciadas.

Para isso, é preciso que estejamos disponíveis, abertos e flexíveis para entender e atender necessidades de aprendizagem, acolhendo nossos clientes com empatia.

Não é hora de “eu te disse” ou “eu avisei…”

Aproveite esse momento para se fazer presente nas mesas de reuniões estratégicas da sua empresa, estabeleça um relacionamento marcado pelo papel consultivo, focado em solucionar problemas e alcançar resultados.

Garanto que você vai colher os frutos desse posicionamento mais adiante.

Empodere os alunos

Sempre que possível, procure ter foco no aluno e não apenas no conteúdo. Há muito curso por aí que despeja um monte de informação e só. É necessário que você contextualize o aluno da necessidade e dos benefícios que ele pode ter ao concluir determinado curso.

Você pode fazer isso mencionando os objetivos de aprendizagem nas primeiras telas do curso, mas você pode fazer ainda melhor e ilustrar uma situação na qual aquele conhecimento seria importante e evitaria alguns prejuízos…

Algo como “o gestor de João solicitou a ele que elaborasse um dashboard apresentando os indicadores de treinamento daquele mês, mas João tinha pouca habilidade em Excel e só de pensar em ficar horas fazendo um curso sobre cada uma das abas do sistema parecia uma grande perda de tempo… Se João tivesse tido acesso a esse curso sobre Relatórios Gerenciais saberia que compor um dashboard não é um bicho de sete cabeças e pode ser feito rapidamente. Prepare-se para surpreender nos próximos relatórios que você vai elaborar. Para isso, nesse curso você vai aprender a _____. Bom curso!

Outra coisa é dar mais autonomia para o aluno. O fato é que buscamos saber mais sobre andragogia, mas continuamos aplicando pedagogia ao tratar com o aluno adulto. Entendo que nem todo público tem maturidade para ser autônomo em seu processo de aprendizagem, entretanto acredito que é papel do T&D promover esse desenvolvimento de perfil.

Busque, sempre que possível, deixar o aluno livre para navegar entre os módulos do curso, permitindo que ele escolha seu caminho de acordo com suas necessidades de conhecimento sobre determinado assunto em determinado momento.

E aí,

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